agosto 15, 2009

Escoliose - VEPTR (parte 2)

Dia 30/06 retornamos em consulta com o ortopedista na AACD levando as radiografias de coluna do Lucas e uma lista de dúvidas sobre a VEPTR. Conversamos bastante com o médico e ele foi muito atencioso esclarecendo todas as dúvidas, sem omitir nada. Foi bem sincero quanto aos pontos positivos e negativos do procedimento, dizendo inclusive que é uma cirurgia que possui um alto índice de complicações (60%), mas que são complicações simples (para os médicos) de serem resolvidas. Ele também comentou de alguns casos de pacientes dele que deram super certo e outros que acabaram tendo que tirar a prótese porque tiveram infecção e não responderam ao tratamento com antibióticos. Um dos casos, um garotinho, teve todas as complicações possíveis e estava com infecção. Os médicos estavam querendo retirar a prótese e a mãe brigava porque não queria, de tão positivo que havia sido o resultado no filho.

Andei procurando outras crianças que fizeram a VEPTR para conversar com os pais e saber a opinião deles sobre o procedimento, afinal não me bastavam essas histórias contadas no consultório pelo médico... Foi difícil encontrar pois é um procedimento pouco realizado ainda. Graças a internet, mais especificamente ao orkut, encontrei duas mães que toparam me contar a experiência delas. As duas estavam estar super satisfeitas com o resultado! Uma delas, uma menina com mielomeningocele (ou espinha bífida), teve uma redução impressionante do grau da escoliose. Ela já havia feito o primeiro ajuste do crescimento, 5 meses após a colocação das próteses, e foi um procedimento super rápido que no dia seguinte já estava em casa. A outra, também uma menina, teve paralisia cerebral, foi uma das primeiras crianças a passar por esta cirurgia no Brasil, em 2007. Com ela aconteceu a fratura de costela recentemente, mas mesmo assim a mãe diz que foi a melhor coisa ela ter feito a VEPTR, a escoliose estava em 54º, pressionava o pulmão e o estômago, o que não permitia que a menina ganhasse peso e fazia com que ela tivesse pneumonia de repetição.

A escoliose do Lucas está com 50º. Cheguei a pensar na possibilidade de segurar mais um tempo com o uso do colete, para que assim fosse feita a fixação da coluna definitiva, que só é realizada na criança mais velha pois interrompe o crescimento da coluna. Mas pensando nas complicações que podem trazer pra ele, decidi fazer a VEPTR agora. Mesmo porque, o ortopedista disse que se o Lucas for realizar a artrodese mais pra frente, quanto menor for o ângulo da escoliose, mais fácil será de corrigir, podendo até zerar o grau da curva. E a VEPTR faz justamente isso, previne a evolução da escoliose.

Abaixo as radiografias da coluna do Lucas. A primeira, tirada com ele deitado, mostra a curva de 50º. A segunda é o raio-x com tração, segundo o médico é bem próximo disto que ficará a coluna do Lucas após a VEPTR.


A cirurgia já tem data marcada, será no final de agosto. Na verdade já era pra ter acontecido, mas o material não chegou a tempo e então foi adiada. Ganhamos mais alguns dias de apreensão. Mas temos fé que tudo dará certo e que foi a escolha certa para proporcionar uma melhor qualidade de vida pro Lucas.


Guia sobre a VEPTR para pacientes (pdf): ESPANHOL / INGLÊS
Para fazer o download basta clicar com o botão direito sobre o idioma de preferência e selecionar a opção "SALVAR COMO". Se tiver alguma dificuldade, me escreva que envio por e-mail.



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Um comentário:

lucivia becker disse...

oi querida me chamo lucivia sou mãe de uma linda menininha que se chama Lauren Becker, ela tem uma escoliose gravíssima e vai por o veptr será o primeiro caso aqui em belém do pará li toda a história do lucas e quero lhe dizer que ele é um grande guerreiro e vencedor.o blog élucivia.blogspot.com.br o nome é Lauren Becker.beijos boa tarde.